A era do disco

O LP não foi apenas um suporte, mas uma forma artística

Lorenzo Mammì

agulha

“Há décadas fala-se do fim do livro, e as livrarias não desapareceram. Lojas de discos e CDs sumiram quase de improviso, ou se transformaram em revendas de eletrodomésticos e informática, e pouco se comentou sobre o assunto. Artistas de sucesso lançam suas composições diretamente nas lojas virtuais e toda música, ou quase, já está disponível na rede. A mediação do disco gravado tornou-se desnecessária, e ninguém parece se preocupar muito com isso.

À primeira vista, o descompasso é curioso: na geografia de uma casa, na construção da personalidade, livros e discos foram, por gerações, objetos gêmeos. Para muitos de minha idade, casar significou juntar livros e discos, separar-se significou dividi-los: ‘Levou um bom disco de Noel’; ‘Devolva o Neruda que você me tomou, e nunca leu’ — é o que nossos discos dizem. Entrando na casa de alguém, busco instintivamente as lombadas dos livros e as capas dos discos para saber se terei assunto, se poderemos ser amigos. No entanto, parece que estamos muito mais dispostos a renunciar aos discos do que aos livros.”

[…]

Clique aqui para ler o artigo completo em PDF.

 

[fonte: Revista Piauí nº 89 / fevereiro de 2014]

[foto: Silvio Diogo]

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s