Música das máquinas

Adentrar, menino, a marcenaria;
vasculhar o mundo do marceneiro
de nome Minaré.

— Minaré! Minaré!

Desvendar, no tempo de após,
o maquinário e a memória,
a palavra desenhada,
a datilografia do som,
a melodia sob a agulha,
a revelação da luz.

— E clique! E clique!

Eriçar a ponta dos dedos:
abrir as portas do voo
com o toque da voz.

Contar histórias de um tempo
em que marceneiro e menino
dividem pó de oficina
e canção de motor.

— Minaré! Minaré!

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