Pausa para refletir

Espelho mágico,
ó estilhaçado ser
que nos devolve
o escárnio do povo,
a triste figura!

Diante de ti,
irmão fractal,
aos despedaços,
não saímos:
iludidos de ótica.

Arriscas provar
que a vaidade
é o nosso feitiço,
olhar o excesso
em excesso.

Espelho esperto,
espantalho da paz,
queres fazer crer
que somos só
a feia aflição.

Alucinados,
trocamos de pele
e nos vestimos
do lado do avesso
para te agradar.

Ousemos, enfim,
impor uma pausa
à tua presença,
à tua própria imagem
dessemelhante.

Mãos que se achegam
procuram-se ver.
Aos olhos dos outros
(se não forem o inferno)
é que nos descobrimos.

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